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O Estado de S. Paulo

Árvore que provocou morte na Vila Maria seria retirada

Planta estava sendo preparada para remoção por causa de obra de ampliação da Marginal do Tietê

Ana Bizzotto

Técnicos da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente vistoriaram ontem o local do acidente com uma árvore na alça de acesso à Ponte da Vila Maria. Segundo a secretaria, era uma tipuana sadia que estava no local havia pelo menos 40 anos e seria transplantada por causa das obras de ampliação da Marginal do Tietê.

Em nota, a secretaria informou que a árvore “estava sendo preparada corretamente para transplante, seguindo todos os procedimentos adequados, e seria levada a uma área próxima”. A queda teria sido provocada pela “chuva intensa e o vento muito forte”.

Cerca de 30 árvores de até 30 metros de altura caíram no Parque Independência, no bosque atrás do Museu do Ipiranga, na zona sul. Por causa do incidente, o museu não abriu ontem. O trabalho de remoção das árvores vai durar alguns dias – durante os quais parte do parque ficará interditada.

MAIS ESTRAGOS

Ontem, mais estragos foram contabilizados. Trechos de 17 bairros ficaram no escuro após a interrupção do fornecimento de energia por causa de quedas de árvores. Uma caiu e atingiu três carros na Avenida República do Líbano. Não houve feridos. Segundo a AES Eletropaulo, pontos de alagamento dificultaram a chegada das equipes mobilizadas para restabelecer a luz.

As fortes chuvas causaram danos à Fundação Parque Zoológico e ao Instituto de Botânica e Jardim Botânico de São Paulo, zona Sul. No zoológico foi decretado estado crítico e alguns tanques precisaram ser esvaziados.

Já no Instituto de Botânica houve alagamentos na entrada do parque, nas bilheterias e na Alameda das Palmeiras. O parque não abrirá hoje. Já o zoológico, funcionará normalmente.

Para juristas, Prefeitura deve indenizar por dano

Para o advogado Paulo Roberto Esteves, quando carros são danificados por alagamentos ou queda de árvores e muros, cabe indenização da Prefeitura. “É responsabilidade dela manter as vias públicas.” Quem tem veículo segurado pode recorrer à seguradora, mesmo em casos não explícitos na apólice. “Em princípio, devem cobrir todos os riscos dessa natureza”, diz o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro, Ernesto Tzirulnik.