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Obras em hidrelétricas rendem R$ 3 bi à Alusa

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Obras em hidrelétricas rendem R$ 3 bi à Alusa

Companhia de infraestrutura fará 20 grandes projetos em energia, óleo e gás até 2012

Priscila Machado

pmachado@brasileconomico.com.br

No ano em que completa seu cinquentenário, a Alusa Engenharia deve alcançar, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão no faturamento. Após dois anos de reforços nos investimentos para solidificar sua participação nos segmentos de geração de energia, óleo e gás, a companhia prevê aumento de 20% a 30% na receita em 2010, quando entregará três novas hidrelétricas, uma usina de tratamento de gás, além de linhas de transmissão e subestações na Costa Rica e no Chile.

De acordo com Guilherme Godoy, vice-presidente da Alusa Engenharia, a empresa tem hoje uma carteira de pedidos de R$ 3 bilhões para efetivar até 2012. A maior parte desses projetos está concentrada em energia, óleo e gás. No Brasil, a principal obra do grupo em andamento é uma unidade de coqueamento para a Petrobras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), orçado em cerca de R$ 1,5 bilhão. Além deste, a Alusa tem hoje cerca de 20 projetos no Brasil e nove fora do país. “Independente do governo, o Brasil terá muito investimento em infraestrutura.

Energia, óleo e gás são as áreas que vão puxar os recursos que virão”, avalia Godoy. A companhia passou os últimos dois anos se preparando para o crescimento da demanda. Entre 2008 e 2009 foram investidos pelo menos R$ 40 milhões em novos equipamentos. No mesmo período o número de funcionários aumentou de 2,5 mil para 5,8 mil. O resultado dos aportes já pode ser observado no balanço da empresa que registrou em 2009 um faturamento de aproximadamente R$ 850 milhões, ante R$ 330 milhões contabilizados no exercício anterior. “Nos preparamos para os investimentos que virão reforçados pelas obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas”, diz Godoy.

Para dar um salto que atendesse a expansão nas obras de infraestrutura no Brasil, a Alusa passou por um período delicado. Grande parte dos investimentos feitos para consolidar a empresa entre as grandes do setor foi realizada no auge da crise financeira mundial. “Já estávamos com o leasing pré aprovado quando os equipamentos começaram a chegar, mas tivemos de pagar tudo à vista”, relata o vice-presidente da empresa. “O processo foi difícil e exigiu muito da empresa inteira”, completa.

Novas áreas

Além do reforço nas operações referentes à energia, óleo e gás, o braço de engenharia da Alusa quer entrar em novos mercados de atuação, aproveitando o boom de infraestrutura que prevê para o país, no curto e médio prazos. “A demanda por uma malha ferroviária, concessão de estradas, são áreas que a gente olha e vai entrar”, afirma Godoy. Segundo ele, já foram contratados dois profissionais com experiência no setor de transportes para tocar novos projetos.

Com a participação em obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e agora no programa Minha Casa, Minha Vida, a companhia quer se estabelecer no segmento habitacional já olhando para a área de saneamento. A Alusa tem ainda interesse em participar do mercado de energias renováveis, área na qual já está prospectando negócios e a contratação de profissionais com expertise. “A grande maioria das empresas que ganharam o último leilão não é da área de construção. Queremos entrar nesse setor construindo”, assegura o vice-presidente da Alusa.

A companhia chegou a firmar uma parceria com a multinacional Skanska para a construção de um parque eólico na Argentina, mas o cliente que venderia a energia não ganhou a concorrência. ■

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Expansão chega ao Chile e Costa Rica

No exterior, companhia construiu linhas de transmissão e subestações de energia O ano de 2010 ficará marcado como um período de consolidação da presença da Alusa Engenharia no exterior com a entrega de importantes obras executadas pela empresa na Costa Rica e no Chile. Em janeiro a companhia colocou em operação no Chile uma linha transmissão com 205 quilômetros de extensão, em duplo circuito, num total de 558 torres, entre as subestações de Charrua e Nueva Temuco. Contratada pela Transchile, a obra é considerada imprescindível para assegurar a qualidade do suprimento energético e evitar possíveis racionamentos.

Além da obra na Transchile, a Alusa está implantando duas subestações e um sistema de alimentação elétrica subterrânea para a operação de um telescópio gigante. A companhia tem ainda obras na Patagônia chilena e na Cordilheira dos Andes. Os contratos desses empreendimentos ultrapassam os US$ 80 milhões. Na Costa Rica, além da ampliação de uma subestação em Liberia, capital da província de Guanacaste e da construção de outras duas nas cidades de Papagayo e Nuevo Colón, a Alusa construiu 47 quilômetros de linhas de transmissão. A obra, no valor de US$ 36 milhões, foi contratada pela Coopeguanacaste.

Brasil

Está prevista para os meses de agosto e setembro a entrada em operação das duas unidades geradoras da Usina Hidrelétrica (UHE) de São José, no Rio Grande do Sul. Executada pela Alusa, a obra localizada no rio Ijuí, terá potencial nominal de 51 megawatts (25,5MW cada turbina). Alémda UHE São José, a Alusa entregará em 2010 as UHEs Queluz e Lavrinhas, ambas em São Paulo, com capacidade de geração de 30 MW cada. Ainda este ano a empresa termina as obras na Unidade de Tratamento de Gás (UTG) da Petrobras, no Espírito Santo. ■ P.M.

SAIBA MAIS

1
Atacando em todas as frentes

Para a diretoria do grupo hoje as estruturas que compõem a Alusa Holding estão solidificadas de forma independente. O grupo é composto pela Alusa Engenharia, indústria Cavan e pela Alupar Investimento. Com esta, passou a deter 4,9 mil quilômetros de linhas de transmissão distribuídas em 17 empresas, e 4 hidrelétricas que, juntas, produzem 179 MW.

2
Empresa também aparece na TV

Nos anos 1990 a abertura à participação do capital privado na área de telecomunicações permitiu a entrada no segmento. Em 1994, por meio da Big, a Alusa Holding passou a atuar em telefonia, internet em banda larga (com 60 mil assinantes) e TV a cabo (com 120 mil assinantes). Em 2008, as operações da Big TV foram vendidas à Net.

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De olho no telescópio gigante

No deserto de Atacama, considerado o mais árido do mundo, a Alusa está implantando duas subestações e um sistema de alimentação elétrica subterrânea com 30 quilômetros de extensão para permitir a entrada em operação de um gigantesco telescópio astronômico dotado de 90 antenas.