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Aneel adia prazo de inscrições para usina de Belo Monte
Reuters/Brasil Online
BRASÍLIA (Reuters) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta terça-feira que o prazo para as inscrições de interessados em participar do leilão da usina de Belo Monte foi adiado de 14 para 16 de abril.
Desta forma, o prazo de inscrição e o aporte de garantias volta a ser conciliado, uma vez que durante a manhã, a agência já havia adiado o prazo para o depósito para sexta-feira.
Segundo o presidente da Aneel, Nelson Hubner, o adiamento do prazo para o depósito das garantias ocorreu por conta de “uma série de solicitações” das próprias empresas interessadas no leilão. “Tem muito consórcio se formando agora, tem que fazer contrato entre eles”, afirmou Hubner.
O presidente da Aneel afirmou ainda que acredita que haverá algum deságio para a tarifa-teto de 83 reais por megawatt-hora no leilão.
“Acredito em deságio, embora o preço-teto dessa usina já esteja bem restrito. Houve até consequências de desistência de grupos”, disse Hubner, referindo-se à saída da Camargo Corrêa e da Odebrecht da disputa.
Ele lembrou que nos leilões das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas no Rio Madeira (RO), realizados em 2007 e 2008, respectivamente, os deságio foram expressivos.
No caso da usina Santo Antônio, o consórcio vencedor, encabeçado por Odebrecht e Furnas, da Eletrobras, ofereceu um deságio de 35 por cento em relação ao preço-teto de 122 reais o MWh. No caso de Jirau, o grupo comandado pela Suez ofereceu deságio de 21,6 por cento sobre o preço de 91 reais o MWh.
De acordo com Hubner, o governo acredita que até três consórcios podem participar da disputa pela terceira maior usina hidrelétrica do mundo, cujo custo de construção foi calculada em 19 bilhões de reais. Contudo, ele acredita na participação de dois grupos “mais fortes”.
Até o momento, o único grupo já confirmado é composto pela Andrade Gutierrez, Neoenergia, Votorantim e Vale.
As empresas OAS, Serveng e Queiroz Galvão confirmaram, na semana passada, interesse em participar do leilão, mas sem confirmar a formação de um consórcio.
Já o grupo Bertin afirmou que as áreas de energia e infraestrutura foram definidas como prioridade para os próximos anos e que “tem estudado diversas opções de investimento”.
Nesta terça-feira, a Alupar, braço de investimento do grupo Alusa, informou que avalia a possibilidade de participação no leilão de Belo Monte, mas que a questão ainda não foi definida.
A usina de Belo Monte tem entrada em operação prevista para 2015 (1a fase) e 2019 (2a fase), e terá capacidade instalada 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.
(Por Bruno Perez; texto de Carolina Marcondes)
