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Pré-pago mais caro
Além de pagar até R$ 2,6 mil para ter acesso a aparelhos avançados que chegam às vitrines de lojas especializadas, o brasileiro ainda tem que encarar uma das tarifas mais caras do mundo para falar ao celular. Um estudo divulgado pelo grupo Diálogo Regional sobre a Sociedade da Informação (Dirsi) apontou que os usuários de planos pré-pagos, responsáveis por 82% do mercado nacional, têm as tarifas mais altas da América Latina e do Caribe. De acordo com um levantamento na região, o gasto do brasileiro com esse tipo de assinatura foi de US$ 45 no segundo trimestre de 2009 — valor 75% superior ao do segundo país colocado no ranking, Honduras, que teve custo de US$ 25,69 no período.
Os preços do estudo tiveram como referência a utilização de um aparelho pré-pago para realizar 360 ligações. Comparados com os da nação com os menores custos do continente, a Jamaica — US$ 2,21 por usuário —, os gastos dos brasileiros são mais de 20 vezes superiores. A pesquisa apontou também que, enquanto os consumidores de celulares pré-pagos latinos-americanos gastam, em média, US$ 15, os de países europeus e dos Estados Unidos pagam US$ 13,50 e os da Ásia, apenas US$ 3,60.
Pedágio
Recentemente, a consultoria Bernstein Research revelou que o Brasil tem a segunda maior tarifa de celular do mundo, atrás apenas da África do Sul. Além dos tributos, a causa para o alto preço atende pela sigla VU-M (Valor de Uso Móvel). Trata-se de um pedágio cobrado por uma empresa cada vez que um cliente da concorrente faz uso da sua rede. “As tarifas fora da rede da operadora chegam a ser 15 vezes mais altas que as cobradas na Europa”, alertou Juliano Maranhão, sócio do escritório Sampaio Ferraz Advogados e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Para Maranhão, o custo gritante da tarifa VU-M, além de afetar o bolso do consumidor, prejudica a concorrência e estrangula as redes fixas. “Quando um cliente liga de um fixo para um fixo, o custo médio do VU-M é de R$ 0,03. No entanto, quando ele liga de um fixo para um móvel, o valor sobe para R$ 0,42”, pontuou. (FB)
