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	<title>Original123 &#187; Brasil Econômico</title>
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	<description>A assessoria de imprensa com as melhores soluções para a comunicação de sua empresa.</description>
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		<title>Empregado deixa de ser v&#237;tima na Justi&#231;a</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>

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		<description><![CDATA[Tribunais tentam barrar a chamada indústria de reclamações trabalhistas
Luciano Feltrin
lfeltrin@brasileconomico.com.br
O aquecimento econômico e, por consequência, a maior oferta por empregos têm levado a uma autêntica revolução dentro da Justiça trabalhista.

Antes tidos como francamente simpáticos às causas dos empregados, os juízes da área estão cada vez mais atentos com um curioso movimento.
Trata-se do aumento de casos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tribunais tentam barrar a chamada indústria de reclamações trabalhistas</p>
<p><b>Luciano Feltrin</b></p>
<p><a href="mailto:lfeltrin@brasileconomico.com.br">lfeltrin@brasileconomico.com.br</a></p>
<p>O aquecimento econômico e, por consequência, a maior oferta por empregos têm levado a uma autêntica revolução dentro da Justiça trabalhista.</p>
<p><a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2012/02/clip_image002.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="clip_image002" border="0" hspace="12" alt="clip_image002" align="right" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2012/02/clip_image002_thumb.jpg" width="375" height="408" /></a></p>
<p>Antes tidos como francamente simpáticos às causas dos empregados, os juízes da área estão cada vez mais atentos com um curioso movimento.</p>
<p>Trata-se do aumento de casos de ex-funcionários que entram na Justiça pleiteando revisões de pagamento.</p>
<p>O problema, segundo advogados consultados pelo <b>BRASILECONÔMICO</b>, é que alguns desses pedidos são baseados em tentativas de enganar a Justiça, usando informações inverídicas.</p>
<p>Conhecido no juridiquês pelo nome técnico de litigância de má-fé, o uso desse expediente sempre aconteceu, só que tendo como protagonistas as companhias.</p>
<p>“Isso surge com a ideia de que é sempre possível ganhar mais algo da empresa e ajuda a formar uma verdadeira indústria de reclamações trabalhistas. É o se colar, colou”, critica Carla Romar, sócia da Romar Advogados.</p>
<p>A especialista observa maior rigor do Judiciário em ações desse tipo nos últimos anos. “Antes Justiça via o trabalhador como a parte frágil. Nesses casos, isso está mudando. Ficou claro que não se pode buscar a proteção da lei de forma antiética.”</p>
<p>da lei de forma antiética.” Pelas leis brasileiras, qualquer uma das partes de um processo trabalhista — empresas ou funcionários—que tentar enganar a Justiça pode ser condenada. A punição clássica é a multa de 1% sobre o valor da causa.</p>
<p>Esse montante, no entanto, pode chegar a 20%, caso uma das partes consiga comprovar que teve prejuízos por conta da ma-fé, calculam especialistas.</p>
<p>Para as companhias que duelam na Justiça por casos desse tipo, no entanto, o volume financeiro que pode causar impactos&#160; positivos para o caixa em caso de vitória é quase irrelevante.</p>
<p>“O que está em jogo, nesses casos, é o aspecto pedagógico e moral que provar a ma-fé tem”, acredita Patrícia Medeiros Barboza, do Campos Mello Advogados,&#160;&#160; banca que atua em cooperação com o DLA Piper.</p>
<p>Um caso recente em que isso ficou evidente envolveu um alto executivo e uma empresa defendida pelo escritório Emerenciano, Baggio e Associados Advogados.</p>
<p>Nele,um ex-diretor superintendente que havia atuado como diretor estatutário cobrava&#160; vinculo empregatício de sua antiga&#160; companhia. </p>
<p>O executivo também declarou à Justiça ser incapaz de pagar as custas do processo. “Além de ter sido condenado a pagar 10% de indenização de&#160; uma causa milionária, teve de responder criminalmente pela falsa declaração de pobreza”, lembra Cristina Buchignani, sócia do escritório que acompanhou o processo de perto.</p>
<p><strong>Cristiane Fátima Grano Haik, da PLKC Advogados</strong>, observa que as montadoras foram as primeiras vítimas da litigância de má-fé. “Era muito comum que ex-funcionários entrassem com ações desse tipo após Programas de Demissão Voluntária.”</p>
<p>Outra advogada que foi bem sucedida ao entrar com processos alegando má-fé por parte de antigos funcionários foi <b>Eliane Ribeiro Gago, sócia da Duarte&#160; Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados</b>. Das quatro decisões favoráveis obtidas em tribunais recentemente, uma foi conseguida em São Sebastião, litoral norte paulista. </p>
<p>“A causa solicitava que fossem pagos direitos já quitados. E o que chamou a atenção foi que, mesmo após provarmos o pagamento, a outra parte manteve a reclamação”, diz a especialista em direito trabalhista.</p>
<p>Uma das formas de comprovar a má-fé é estabelecer laços entre antigos funcionários de empresas e advogados, diz Carla Romar, da Romar Advogados. “Há casos de verdadeiro conluio entre testemunhas. Geralmente, eles pedem o mesmo à Justiça e têm o mesmo advogado, exemplifica.</p>
<p>O número de casos desse tipo tem crescido tanto que já há tentativas de apertar o cerco sob a&#160; prática. “Há um projeto de lei em tramitação na Câmara que&#160; quer reforçar as multas a serem&#160; pagas”, diz Peterson Vilela Muta, advogado especialista em Direito do Trabalho do escritório L.O.Baptista-SVMFA.</p>
<p><b>PONTOSFORTES</b></p>
<p>● O aquecimento econômico e, por consequência, a maior oferta por empregos têm levado a uma autêntica revolução da Justiça trabalhista. </p>
<p>● Antes tidos como francamente simpáticos às causas dos empregados,os juízes da área estão cada vez mais atentos com&#160; um curioso movimento. Trata-se do aumento de casos de ex-funcionários que entram na Justiça pleiteando revisões de pagamento.</p>
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		<title>Mineradoras travam bra&#231;o de ferro contra novos impostos</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 14:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>

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		<description><![CDATA[Companhias pretendem derrubar na Justiça novos tributos criados por Minas Gerais, Pará e Amapá
Luciano Feltrin
lfeltrin@brasileconomico.com.br
A indústria de mineração brasileira começa a se preparar para uma briga que pode ultrapassar R$ 1,3 bilhão. 
Este é o valor total que estados como Minas Gerais, Pará e Amapá podem arrecadar caso as taxas criadas pelos três ao final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Companhias pretendem derrubar na Justiça novos tributos criados por Minas Gerais, Pará e Amapá</p>
<p><b>Luciano Feltrin</b></p>
<p><a href="mailto:lfeltrin@brasileconomico.com.br">lfeltrin@brasileconomico.com.br</a></p>
<p>A indústria de mineração brasileira começa a se preparar para uma briga que pode ultrapassar R$ 1,3 bilhão. </p>
<p>Este é o valor total que estados como Minas Gerais, Pará e Amapá podem arrecadar caso as taxas criadas pelos três ao final do ano passado sobre a atividade passem a ser cobradas.</p>
<p><a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2012/01/clip_image00217.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="clip_image002" border="0" hspace="12" alt="clip_image002" align="right" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2012/01/clip_image002_thumb16.jpg" width="162" height="200" /></a>O embate em torno do tributo deve chegar à Justiça em breve. Empresas e sindicatos do setor aproveitam o recesso Judiciário para preparar as principais linhas de defesa para derrubar a taxação. </p>
<p>O principal argumento dos advogados que defenderão empresas e sindicatos diz respeito à competência em criar tributos dessa espécie.</p>
<p>Segundo os profissionais, apenas a União pode aprovar novas taxas quando o tema é exploração de petróleo, minério e energia.</p>
<p>Dessa forma, caso a Justiça reconheça a validade dos tributos, abrirá um perigoso precedente. Estados e até mesmo municípios estariam com o caminho&#160; aberto para criar taxas envolvendo um desses assuntos.</p>
<p>Outro aspecto que será levantado na defesa das empresas é o&#160; alto volume dos tributos. </p>
<p>“Os estados estão querendo compensar as perdas que tiveram com a Lei Kandir com o novo imposto. São valores muito altos&#160; até em relação ao orçamento anual de alguns desses estados ”, afirma Fernando Scaff, sócio do Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro &amp;Scaff, que acompanha de perto o tema. </p>
<p>Outros especialistas concordam. Segundo cálculos do advogado&#160; tributarista <strong>André Mendes Moreira, sócio do escritório&#160; Sacha Calmon Consultores&#160; e Advogados</strong>, o orçamento do Departamento Nacional&#160; de Produção Mineral (DNPM), autarquia responsável por fiscalizar a atividade em todo o território nacional, foi de R$&#160; 377 milhões em 2010, o que&#160; mostra o exagero nas cobranças criadas pelos estados.</p>
<p>Segundo ele, a Constituição Federal é clara quanto à propriedade das jazidas minerais — que pertencem unicamente&#160;&#160; à União. E, embora algumas responsabilidades minerais sejam&#160; divididas entre estados, municípios e a União, há outro ponto a ser considerado.</p>
<p>“Quando legislou sobre o tema&#160; mineração, a União não deixou brechas para que outros&#160; entes pudessem fiscalizar a atividade.&#160; A União chamou a competência para si nesse ponto. Por isso, os tributos são ilegais”, conclui.</p>
<p>O advogado, que prepara a&#160; defesa de algumas empresas,&#160; destaca outro tema que dá margem&#160; à contestação do tributo: a destinação de suas receitas. </p>
<p>Os recursos da taxa, que deveriam&#160; apenas ser encaminhados&#160; para ampliar o poder de polícia&#160; do estado, podem ser utilizados para engordar o orçamento&#160; de pastas como a Secretaria do meio ambiente, aponta.</p>
<p>meio ambiente, aponta.&#160; Scaff, sócio do Silveira,&#160; Athias, também vê com preocupação&#160; a possibilidade de que o imposto possa ter uma espécie&#160; de efeito cascata. </p>
<p>“Se vingar, certamente outros estados e municípios poderão criar os seus para ampliar&#160; suas fontes de recursos sem fazer&#160; força”, prevê o advogado.&#160; </p>
<p><b>Organizando o debate</b></p>
<p><b></b></p>
<p>Em uma das frentes montadas&#160; para tentar derrubar a taxação&#160; na Justiça, o Instituto Brasileiro&#160; de Mineração (Ibram) montou um grupo de trabalho para discutir o tema.</p>
<p>Reunidos, especialistas da entidade que agrupa as empresas&#160; do setor já participaram de pelo&#160; menos três reuniões para apurar&#160; s impactos da cobrança.Uma das maiores preocupações é evitar prejuízos aos diversos&#160; setores da cadeia de mineração.Procurado, o órgão não quis se manifestar sobre o imposto.</p>
<p>O Sindicato da Indústria Mineral do Estado do Pará também&#160; está preparando suas armas&#160; para o duelo, segundo apurou o <b>BRASIL ECONÔMICO.</b></p>
<p><b></b></p>
<p>A Vale, que no final do ano&#160; passado chegou a declarar que&#160; as taxas eram inconstitucionais, disse que não fala sobre o tema no momento.</p>
<h3><b>Minas e Pará aprovaram lei&#160; no final do ano</b></h3>
<p>Demora do governo em enviar ao Congresso o novo marco da mineração fez Estados que mais&#160; produzem minérios se anteciparem à discussão</p>
<p>A Assembleia Legislativa de Minas&#160; Gerais aprovou, no dia 15 de&#160; dezembro do ano passado, projeto de lei que cria uma nova taxa para mineração no Estado,&#160; em ação semelhante à tomada pelo Pará dias antes.</p>
<p>À época, deputados mineiros aprovaram projeto do governador Antonio Anastasia (PSDB)&#160;&#160; que estabelece a cobrança de R$ 2,18 por tonelada sobre a extração&#160; de minérios como ferro,&#160; ouro, cobre e nióbio, entre muitas&#160; outras substâncias minerais.</p>
<p>O projeto institui a Taxa e o Cadastro Estadual de Controle,&#160; Monitoramento e Fiscalização&#160; das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento&#160; de Recursos Minerários&#160; (TFRM e CERM). </p>
<p>Assim como no Pará, que aprovou lei semelhante, a justificativa&#160; da cobrança extra é a&#160; fiscalização das atividades de&#160; mineração, conforme informaram&#160; os parlamentares em nota:&#160; “As atividades de poder de polícia necessárias à fiscalização, sempre que possível, devem ser custeadas pelos setores&#160; sobre os quais incida a atividade estatal”. </p>
<p>São isentos do pagamento da&#160; taxa as microempresas e os produtores de bens minerais destinados&#160; à industrialização.</p>
<p><b>Contestação</b></p>
<p><b></b></p>
<p>Na ocasião, a Vale informou que considera inconstitucional a&#160; criação e a cobrança de novas taxas&#160; de mineração, acrescentando&#160; em nota que avalia entrar na&#160; Justiça contra a taxação.&#160; </p>
<p>Em meio à demora do governo&#160; em enviar para o Congresso Nacional o novo marco da mineração,&#160; com novas leis e aumento de royalties, os Estados&#160; que mais produzem minérios&#160; decidiram se antecipar e criar suas próprias taxas, avaliam fontes do setor.</p>
<p>No Pará, a nova lei deve&#160; acrescentar aos cofres do estado uma receita anual da ordem&#160; de R$ 800 milhões e entrou em&#160; vigor em janeiro, com prazo de&#160; três meses a partir do primeiro&#160; dia de vigência para que empresas&#160; comecem a pagar a taxa. </p>
<p>■ <b>Agências</b></p>
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		<title>CLT passa a regular trabalho &#224; dist&#226;ncia</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 17:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentes alterações na lei fazem com que não haja distinção entre um Funcionário que fica alocado na empresa e outro que trabalha em casa
Cristina Ribeiro de Carvalho
ccarvalho@brasileconomico.com.br
O aumento do uso de smartphones e tablets permite cada vez mais que trabalhadores se mantenham&#160; conectados, sejam facilmente localizados e realizem&#160; até serviços fora do local de trabalho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentes alterações na lei fazem com que não haja distinção entre um Funcionário que fica alocado na empresa e outro que trabalha em casa</p>
<p><b>Cristina Ribeiro de Carvalho</b></p>
<p><a href="mailto:ccarvalho@brasileconomico.com.br">ccarvalho@brasileconomico.com.br</a></p>
<p>O aumento do uso de smartphones e tablets permite cada vez mais que trabalhadores se mantenham&#160; conectados, sejam facilmente localizados e realizem&#160; até serviços fora do local de trabalho. Para equiparar o serviço realizado dentro ou fora da empresa, a presidente Dilma Rousseff&#160; sancionou alterações no artigo 6º da Consolidação das Leis&#160; Trabalhistas (CLT), em dezembro&#160; do ano passado.<a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2012/01/clip_image0026.jpg"><img title="clip_image002" border="0" hspace="12" alt="clip_image002" align="right" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2012/01/clip_image002_thumb6.jpg" width="136" height="244" /></a></p>
<p>Porém, a nova decisão está causando muita polêmica. Especialistas&#160; em direito do trabalho&#160; observam que algumas empresas&#160; se aproveitam dessa mobilidade e mantêm seus funcionários conectados ao trabalho além das horas estabelecidas em contrato, o que pode conceder&#160; ganhos de horas extras aos empregados&#160; que forem à Justiça.&#160;&#160; </p>
<p>Na opinião de <b>Eliane Ribeiro Gago</b>, advogada especialista na&#160; área trabalhista e sócia da <b>Duarte&#160; Garcia, Caselli Guimarães e&#160; Terra Advogados</b>, o trabalho à distância é uma tendência. “A&#160; lei veio apenas regulamentar essa situação para que não haja&#160; distinção entre um funcionário&#160; que fica alocado na empresa e&#160; outro que trabalha em casa. A polêmica que estão levantando só teria causa desde que houvesse provas”, acredita.</p>
<p>A advogada explica ainda que, antes da expansão do efeito&#160; mobilidade por meio de aparelhos&#160; que oferecem essa condição, o empregado, quando em&#160; casa e de sobreaviso, não podia&#160; sair até receber ordens de seu superior pelo antigo bip. “Com a vinda dos smartphones e tablets,&#160; essa condição se alterou,&#160; trazendo mobilidade e liberdade&#160; ao trabalhador, que não precisa&#160; mais ficar de sobreaviso.” </p>
<p>Além disso, Elaine acredita que a alteração no artigo trouxe&#160; apenas segurança tanto para&#160; funcionário quanto para empregador,&#160; o que não é fato para caracterizar hora extra, mas sim&#160; vínculo empregatício. “Na verdade é difícil mensurar as horas&#160; extras por serviços realizados&#160; <i>home office</i>. Por isso, essa questão&#160; de horas extras precisa ser vista com muita cautela”, diz.</p>
<p>Nesse caso, para a advogada,&#160; as empresas deveriam criar varias regras e normatizações que trouxessem segurança para ambos&#160; os lado. “E se as discussões&#160; partirem para este lado, isso pode inviabilizar a facilidade do emprego”, indica.</p>
<p>A mesma opinião é compartilhada&#160; pelo gerente-executivo de Relações do Trabalho da Confederação&#160; Nacional da Indústria&#160; (CNI), Emerson Casali. “A publicação&#160; da lei veio regulamentar&#160; algo que está estava em uso e trazer&#160; mais segurança para o trabalho feito à distância e não para&#160; promover polêmica. As horas&#160; extras só podem ser comprovadas&#160; por meio de provas.”</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrada de d&#243;lares ilegais no pa&#237;s pode chegar a US$ 2 bi por ano</title>
		<link>http://www.original123.com.br/assessoria/2012/01/04/entrada-de-dlares-ilegais-no-pas-pode-chegar-a-us-2-bi-por-ano/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 14:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>

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		<description><![CDATA[Associação do setor indica que movimentações de até R$ 10 mil correspondem a 50% do mercado informal
Gustavo Machado
gmachado@brasileconomico.com.br
Uma prática antiga utilizada por evasores de divisas ainda é comum&#160; em transações feitas por&#160; pequenas empresas e pessoas no&#160; Brasil. As cifras movimentadas&#160; por agentes internacionais ilícitos,&#160; os chamados “doleiros”, podem ultrapassar US$ 2 bilhões anualmente no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Associação do setor indica que movimentações de até R$ 10 mil correspondem a 50% do mercado informal</p>
<p><b>Gustavo Machado</b></p>
<p><a href="mailto:gmachado@brasileconomico.com.br">gmachado@brasileconomico.com.br</a></p>
<p>Uma prática antiga utilizada por evasores de divisas ainda é comum&#160; em transações feitas por&#160; pequenas empresas e pessoas no&#160; Brasil. As cifras movimentadas&#160; por agentes internacionais ilícitos,&#160; os chamados “doleiros”, podem ultrapassar US$ 2 bilhões anualmente no país.</p>
<p>De acordo com levantamento&#160; feito pela Associação Brasileira da Empresas Prestadoras de Serviços&#160; de Micro-transferências&#160; (ABM Transf), o Banco Central</p>
<p>do Brasil entende que entraram no país US$ 1,6 bilhão em 2010,&#160; porém, o Banco Interamericano&#160; de Desenvolvimento (BID) indica&#160; que este valor chega a US$4 bilhões.</p>
<p>A diferença, segundo Luiz&#160; Eduardo Citro, presidente da ABM Transf, pode ser encarada&#160; como operações ilegais. “Se fossem&#160; legalizadas (as operações), </p>
<p>uma movimentação de até mesmo&#160; US$ 50 seria reportada pelo Banco Central”, afirma Citro. </p>
<p>As microtransferências, com limite de R$ 10 mil, correspondem&#160; a 70% de toda a movimentação&#160; internacional do Brasil,&#160; quando somadas as operações irregulares,</p>
<p>diz a associação do setor.&#160; “Estamos trabalhando juntamente com o Banco Central para&#160; combater a informalidade”, indica&#160; Luiz Citro. Dentre as ações&#160; realizadas pela associação, está&#160; a Conferência Internacional de Transferência Monetária (IMTC,&#160; na sigla em inglês), que será realizada&#160; em fevereiro deste ano.</p>
<p>Segundo Itamar Machado, diretor-&#160; executivo do Ibmec, o valor máximo das microtransferências&#160; determina o limite de&#160; uma operação feita pelos doleiros. “O dinheiro acaba sendo&#160; aceito sem que o depositário preste muitas contas ao Banco&#160; Central”, explica. </p>
<p>Citro afirma que, com diversos&#160; pedidos, os doleiros movimentam grandes volumes. “O&#160; mercado informal corresponde a&#160; mais de 50% de todas as transações.&#160; Europa e Estados Unidos, principalmente, são regiões onde&#160; há muita informalidade”, diz.&#160; </p>
<p>A triangulação realizada pelos&#160; doleiros acontece quando uma pessoa ou empresa contrata&#160; uma casa de câmbio para fazer&#160; um depósito em moeda estrangeira em uma conta no exterior.&#160; Esta empresa, que possui licença&#160; de funcionamento, se utiliza&#160; de um doleiro baseado na América do Sul para converter,&#160; por exemplo, os dólares em</p>
<p>reais. Com uma conta fora do&#160; Brasil e outra dentro, o operador&#160; movimenta as duas separadamente.&#160; Em uma entra os dólares, e da outra saem os reais.&#160; Como outras transações acontecem&#160; simultaneamente nas&#160; duas direções, o doleiro consegue capitalizar as operações&#160; sem pagar a taxa de câmbio e sem prestar contas ao Banco Central. A casa de câmbio, embora seja legalizada, ganha&#160; com a cotação da moeda negociada com o doleiro ilegal.</p>
<p><b>Flávio Maldonado, advogado da Leite, Tosto e Barros Advogados</b>,&#160; explica que movimentações&#160; realizadas desta forma não são contabilizadas pelo BC. “Essa&#160; operação não&#160; entra nos livros&#160; do BC. Ele nem sabe dessa transação. Mas se elas não estão de&#160; acordo com a regulamentação&#160; do Banco Central, são previstas&#160; como crime”, diz o dvogado.</p>
<p>“Enquanto o mercado regular oferece R$ 1,80 para cada dólar, o irregular paga R$ 1,85. A margem&#160; de ganho deste último varia&#160; entre 10% a 12%, enquanto que</p>
<p>a do formal é de apenas 1%”,&#160; afirma Luiz Citro. Entre os outros&#160; clientes dos doleiros estão&#160; traficantes de armas, de drogas e contrabandistas. “Este pessoal não se importa em pagar o&#160; spread alto dos doleiros. São eles&#160; que fornecem margem para que os doleiros operem com valores&#160; competitivos”, explica Citro. </p>
<p>Muitas das pessoas que contratam o serviço desconhecem&#160; como os dólares chegam ao destino. “São trabalhadores que&#160; querem enviar dinheiro para&#160; sua família; familiares que estão&#160; mantendo o filho estudando no exterior; turistas em viagem,&#160; na qual pode acontecer algum&#160; imprevisto e o viajante precisar&#160; de mais dinheiro. Estes clientes acham que o mercado&#160; é formal”, explica o diretor da&#160; ABM Transf.</p>
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		<title>Alupar emitir&#225; deb&#234;ntures no valor de R$ 202,5 milh&#245;es</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 17:41:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O conselho de administração da Alupar Investimento aprovou&#160; a quarta emissão de debêntures&#160; simples, não conversíveis&#160; em ações, no valor de até&#160; R$ 202,5 milhões. O vencimento da operação, destinada apenas&#160; a investidores qualificados, será em 3 de fevereiro de 2018.&#160; Os recursos líquidos obtidos&#160; serão usados para refinanciar&#160; empréstimos e financiamentos para reforço no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O conselho de administração da <b>Alupar Investimento </b>aprovou&#160; a quarta emissão de debêntures&#160; simples, não conversíveis&#160; em ações, no valor de até&#160; R$ 202,5 milhões. O vencimento da operação, destinada apenas&#160; a investidores qualificados, será em 3 de fevereiro de 2018.&#160; Os recursos líquidos obtidos&#160; serão usados para refinanciar&#160; empréstimos e financiamentos para reforço no capital de giro.</p>
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		<title>&quot;&#201; dif&#237;cil provar a conduta que est&#227;o alegando&quot;, diz advogado</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 17:40:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Weruska Goeking&#160;&#160; (wgoeking@brasileconomico.com.br) 
Dona do Buscapé denuncia Google Shopping à SDE por concorrência desleal no mercado de comparadores de preço. Advogado afirma que provar as alegações será difícil. Processo pode durar 2 anos. 
A E-Commerce Media, detentora dos sites comparadores de preço Buscapé e Bondfaro, apresentou nesta quarta-feira (21/12) à Secretaria de Direito Econômico (SDE) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Weruska Goeking&#160;&#160; (<a href="mailto:wgoeking@brasileconomico.com.br">wgoeking@brasileconomico.com.br</a>) </p>
<p><strong>Dona do Buscapé denuncia Google Shopping à SDE por concorrência desleal no mercado de comparadores de preço. Advogado afirma que provar as alegações será difícil. Processo pode durar 2 anos. </strong></p>
<p>A E-Commerce Media, detentora dos sites comparadores de preço Buscapé e Bondfaro, apresentou nesta quarta-feira (21/12) à Secretaria de Direito Econômico (SDE) denúncia de que o Google passou a favorecer artificialmente o Google Shopping &#8211; também compara preços na internet &#8211; no resultado de suas buscas.</p>
<p>O Google lançou seu próprio comparador de preços em 19 de outubro deste ano e a E-Commerce Media alega que apenas o Google Shopping tem o direito de divulgar imagens de produtos, apontar avaliações, comentários, número de lojas anunciantes e até mesmo preços no resultado de pesquisa do Google Busca.</p>
<p>Além disso, a empresa afirma que o Google Shopping, desde os primeiros dias de existência, apareceu com elevada frequência na primeira página do Google Busca e, principalmente, nas primeiras posições entre os links não-patrocinados.</p>
<p>&quot;O fato foi considerado inusitado para um produto recém-lançado, o que poderia apontar para uma distorção no algoritmo de busca do site&quot;, afirma nota da SDE.</p>
<p>Rodrigo Borer, vice-presidente de comparação de preços do Buscapé, conta que, apesar dos inúmeros concorrentes do mercado, a denúncia contra o Google se baseia na forma considerada desleal utilizada pela companhia para promover seu site.</p>
<p>&quot;No Brasil, as buscas pelo Google representam mais de 95% das buscas na internet. Ele é a porta para milhões de usuários. Foi a forma que ele utilizou para alavancar o produto e isso foi feito de maneira desleal. A iniciativa é nossa, mas estamos pedindo para o mercado&quot;, afirma Borer.</p>
<p>&quot;Pedimos igualdade: que o Google encare o Google Shopping como mais um comparador de preços e aplique o mesmo critério para os outros sites&quot;, explica o representante do Buscapé.</p>
<p>De acordo com Borer, a suposta concorrência desleal já reflete em prejuízo no número de visitação do Buscapé e no faturamento. &quot;Esses números correm em sigilo, mas posso dizer que são significativos.&quot;</p>
<p><strong>Análise</strong></p>
<p>De acordo com <b>Ademir Antônio Pereira, advogado especialista em direito econômico da Advocacia José Del Chiaro</b> &#8211; especializada em direito antitruste e que já representou clientes na SDE -, o Google já vem sendo alvo de ações semelhantes ao redor do mundo, mas os resultados costumam variar muito e não servem de base de comparação.</p>
<p>O advogado afirma que nesse tipo de caso é &quot;difícil e complicado&quot; de prever um desfecho, mas que o Google tem grandes chances de se sair melhor no processo.</p>
<p>&quot;O Google está razoavelmente bem colocado na história porque é difícil alavancar poder entre os mercados. Esse é um negócio muito complicado. As pessoas conhecem e confiam no Buscapé e transferir os mercados é uma coisa muito difícil&quot;, avalia Pereira. &quot;É difícil provar a conduta que estão alegando&quot;, acrescenta.</p>
<p>Além disso, Pereira diz que é razoável que o Google use o site do qual é dono para promover um de seus produtos, como poderia ocorrer com algum produto do Buscapé dentro de seu sistema de busca. </p>
<p>&quot;Pode ser uma estratégia de lançamento. Ele pode usar suas ferramentas para se lançar. A ferramenta ter apenas dois meses de existência diz muita coisa&quot;, explica. &quot;Até que ponto estar uma linha acima do Buscapé influencia a decisão do consumidor? As pessoas ainda são fidelizadas ao Buscapé. Transferir mercados nunca é tão simples quanto parece&quot;, diz.</p>
<p>&quot;É um processo complicado, que vai demandar tempo. O ônus de quem está acusando é muito grande&quot;, diz. </p>
<p><b>Trâmite</b></p>
<p>Pereira conta que, se levado adiante pela SDE, o processo deve durar pelo menos dois anos. Embora seja a única denunciante do caso, até o momento, o advogado acredita na probabilidade de que a SDE convoque outros participantes do mercado, caso o processo seja aberto.</p>
<p>&quot;Tenho certeza que, depois que abrimos a porta, outros virão com esse mesmo pleito&quot;, concorda Rodrigo Borer, do Buscapé.</p>
<p>A SDE informou em seu site que, com base na denúncia, pedirá para o Google que se manifeste em 15 dias. Procurado, o Google enviou o seguinte comunicado à equipe de reportagem do <strong>Brasil Econômico</strong>: &quot;O Google não foi notificado e não tem conhecimento de qualquer processo nesse sentido&quot;.</p>
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		<title>Furnas e Alupar v&#227;o construir dez parques e&#243;licos</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 17:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Consórcio vende 204 MW no leilão da Aneel e prevê investimento de R$ 800 milhões no município de Akati, estado do Ceará
O consórcio formado por Furnas (49%) e Alupar Investimento S.A. (51%) vendeu no leilão de geração da Aneel 07/2011, 204 MW de energia eólica para entrega a partir de janeiro de 2016. As empresas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Consórcio vende 204 MW no leilão da Aneel e prevê investimento de R$ 800 milhões no município de Akati, estado do Ceará</i></b></p>
<p>O consórcio formado por Furnas (49%) e <b>Alupar Investimento S.A</b>. (51%) vendeu no leilão de geração da Aneel 07/2011, 204 MW de energia eólica para entrega a partir <a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image00226.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="clip_image002" border="0" hspace="12" alt="clip_image002" align="right" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image002_thumb22.jpg" width="162" height="177" /></a>de janeiro de 2016. As empresas construirão em parceria dez parques eólicos no município de Aracati, no Ceará, com investimentos da ordem de R$ 800 milhões. “Estamos investindo mais de R$ 1 bilhão em geração eólica e temos todo interesse em avaliar novas oportunidades. Essa vitória firma a parceria com a Alupar e dá continuidade à política de Furnas de diversificar suas formas de geração de energia limpa”, afirma Olga Simbalista, diretora de Planejamento, Gestão de Negócios e de Participações de Furnas.</p>
<p>“A Alupar vem trabalhando no desenvolvimento de parques eólicos com o objetivo de fortalecer as fontes renováveis do Grupo. A parceria com Furnas foi fundamental para o sucesso neste Leilão”, declara Enio Nucci, diretor de Novos Negócios da Alupar. Furnas e Alupar selecionaram para os empreendimentos aerogeradores fabricados pela alemã Fuhrländer. Os equipamentos contam com potência de 2,5 MW; altura de 141 metros &#8211; os mais altos no Brasil, onde os ventos são menos sujeitos a interferências; e torres treliçadas que não comprometem a dinâmica do aerogerador, ao invés das estruturas tubulares mais comuns no mercado.</p>
<p><b>Sobre Furnas</b></p>
<p>Furnas possui um complexo de empreendimentos responsável por quase 10% da geração do Brasil. São 15 usinas hidrelétricas, duas termelétricas, aproximadamente 20 mil quilômetros de linhas de transmissão e 52 subestações. De toda a energia consumida no País, mais de 40% passam pelo Sistema. No plano de expansão de Furnas também está a construção de três usinas hidrelétricas &#8211; Santo Antonio (RO), Simplício (RJ/ MG) e Batalha (GO/MG), além de 26 novas linhas de transmissão e 14 subestações, sendo construídas com recursos próprios e em parceria com a iniciativa privada. Além disso, a empresa também participa com 49% da UHE Teles Pires (MT/PA), arrematada no final de 2010 em parceria com a Neoenergia e com a Odebrecht e em fase de estudos de viabilidade.</p>
<p><b>Sobre a Alupar</b></p>
<p>A Alupar diversificou sua matriz energética investindo em geração de médio e pequeno porte como UHEs e PCHs. Os empreendimentos de geração da Companhia estão distribuídos em três usinas hidrelétricas e em cinco pequenas centrais hidrelétricas. No segmento de transmissão, a Alupar detém a concessão de 19 sistemas de transmissão, sendo 715 quilômetros de linhas em implantação na região Norte e outros 4,75 mil quilômetros de linhas em operação localizados na região Norte e Nordeste do País,na região Sul, na região Sudeste, e na região Centro-Oeste. ■ Reuters</p>
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		<title>Governo aposta em acordo antes da greve</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 17:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Secretaria da Aviação Civil diz que é preciso esperar decisão do sindicato
Gustavo Machado
gmachado@brasileconomico.com.br
De acordo com os órgãos públicos&#160; responsáveis pela aviação civil, o governo federal ficará&#160; de mãos atadas caso os sindicatos&#160; representantes das empresas aéreas e dos trabalhadores não cheguem a um acordo.
A Secretaria de Aviação Civil&#160; da Presidência da República (SAC) avalia que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Secretaria da Aviação Civil diz que é preciso esperar decisão do sindicato</p>
<p><b>Gustavo Machado</b></p>
<p><a href="mailto:gmachado@brasileconomico.com.br">gmachado@brasileconomico.com.br</a></p>
<p>De acordo com os órgãos públicos&#160; responsáveis pela aviação civil, o governo federal ficará&#160; de mãos atadas caso os sindicatos&#160; representantes das empresas aéreas e dos trabalhadores não cheguem a um acordo.</p>
<p>A Secretaria de Aviação Civil&#160; da Presidência da República (SAC) avalia que será necessário&#160; esperar pelas negociações entre&#160;&#160; as partes e que pensa em medidas para amenizar os problemas&#160; causados por uma paralisação. </p>
<p>Os sindicatos dos aeronautas&#160; e aeroviários, como anunciado na segunda-feira (19), mantiveram&#160; o anúncio de greve a partir de amanhã, às 23h.</p>
<p>O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) aceita&#160; firmar reajuste de 6,17%, enquanto&#160; que os Sindicatos Nacionais dos Aeronautas e dos Aeroviários&#160; (SNAs) querem 7%.</p>
<p>Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indica que estão&#160; em curso estudos para minimizar&#160; os efeitos da possível paralisação.&#160; Segundo uma fonte ligada&#160; à agência, o governo espera&#160; que haja acordo entre os sindicatos, pois a diferença entre o pedido&#160; e a oferta é pequena. </p>
<p>Sem dar detalhes, a Anac diz possuir um plano de contingência pronto para ser aplicado.</p>
<p>Estudam-se também medidas&#160; legais para que a greve não paralise mais que 50% do contingente. <b>João Armando Amarante,&#160; advogado trabalhista do Instituto de Advogados de São&#160; Paulo</b>, explica que o Snea pode entrar com um dissídio coletivo&#160; de greve e pedir a criação de regras para a interrupção. “Como&#160; é uma atividade considerada&#160; essencial, eles podem entrar&#160; com esse pedido”, diz.</p>
<p>Celso Klafke, presidente da&#160; Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac),&#160;&#160; confirma que apenas 20%&#160; dos funcionários trabalharão&#160; após o início da grave. Porém,&#160; não demonstra confiança em uma grande adesão. “Estamos&#160; trabalhando para que a unidade&#160; se mantenha”, diz Klafke. </p>
<p>Ontem, dois sindicatos ligados à Federação Nacional dos Trabalhadores em&#160; Transporte Aéreo&#160; (FNTTA) assinaram com o Snea,&#160; aceitando o reajuste de 6,17%.&#160; Klafke afirma que estes sindicatos,&#160;&#160; um do Amazonas e outro da cidade do Rio de Janeiro, não&#160; têm representatividade. O Snea diz que os acordos diminuem a&#160; chance de paralisação.</p>
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		<title>Dinheiro de corrup&#231;&#227;o volta a prazo e com juros</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 18:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com parcelamentos em até 30 meses, ações tentam retomar R$ 2 bi desviados
Regiane de Oliveira
roliveira@brasileconomico.com.br
Quanto dinheiro o Estado perde todo o ano por conta de casos de corrupção? Segundo dados da Advocacia Geral da União&#160; (AGU), só em2011, foram ajuizadas 2,3 mil ações para reaver cerca de R$ 2 bilhões desviados. Recuperar estes recursos não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com parcelamentos em até 30 meses, ações tentam retomar R$ 2 bi desviados</p>
<p><b>Regiane de Oliveira</b></p>
<p><a href="mailto:roliveira@brasileconomico.com.br">roliveira@brasileconomico.com.br</a></p>
<p>Quanto dinheiro o Estado perde todo o ano por conta de casos de corrupção? Segundo dados da Advocacia Geral da União&#160; (AGU), só em2011, foram ajuizadas 2,3 mil ações para reaver cerca de R$ 2 bilhões desviados. Recuperar estes recursos não é simples. Neste ano, do total de&#160; ações acompanhadas, foram recolhidos&#160; cerca de R$ 330 milhões.&#160; Outros R$ 338,63 milhões&#160; foram bloqueados ou penhorados&#160; dos acusados de desviar dinheiro público. O maior problema é a morosidade dos processos, que levam em média sete&#160; anos para serem concluídos. Este&#160; cenário fez com que a AGU adotasse uma antiga estratégia&#160; do varejo: parcelar as dívidas —&#160; com juros (multas), é claro —, e assim devolver aos cofres públicos o dinheiro da corrupção. </p>
<p><b></b></p>
<p>Os devedores têm em média 30 meses para pagar, mas em casos&#160; excepcionais, dependendo da negociação, o parcelamento&#160; pode chegar a 60 meses.</p>
<p>Foram dois meses de conciliação. Os devedores foram notificados&#160; sobre as vantagens de pagar amigavelmente as dívidas&#160; com o Estado, em vez de partir&#160; para um processo judicial. O resultado impressionou: os parcelamentos&#160; garantiram o retorno de R$ 30 milhões aos cofres públicos,&#160; provenientes de 806 acordos, e sem os alto custos&#160; dos processos judiciais. Como&#160; comparação, em 2010, a AGU&#160; parcelou apenas R$ 6 milhões </p>
<p>“Foi experiência nova e que trouxe um resultado interessante,&#160; por isso, temos como meta&#160; fazer mais de mil parcelamentos&#160; no próximo ano e recuperar R$ 50 milhões”, conta André Luiz Mendonça, diretor do Departamento de Probidade e Patrimônio Público da Procuradoria Geral da União, da AGU. E isto já fez diferença em relação ao&#160; número de ações de 2010, quando&#160; foram ajuizados cerca de 3,7 mil processos (R$ 2,7 bilhões),&#160; um número 43% superior.</p>
<p>A principal estratégia da AGU é receber o valor no menor tempo possível. E os acordos são independentes de outros processos&#160; criminais. “Nós atuamos&#160; com punição cível, ressarcimento&#160; do erário público e suspensão&#160; de direitos políticos”, explica, ressaltando que cabe ao Ministério Público os casos de prisão&#160; por corrupção.</p>
<p>Atualmente, o principal foco de ação são problemas de desvios&#160; de dinheiro que deveriam&#160; chegar aos municípios, via convênio&#160; com a União, como recursos para compra de medicamentos&#160; e outras políticas públicas locais.&#160; Outra frente de trabalho são as demissões de servidores públicos por conta de fraudes.</p>
<p><b>O caso de sucesso</b></p>
<p>Uma das atuações mais marcantes da AGU neste ano foi o recolhimento aos cofres públicos de&#160; R$ 58 milhões do Grupo OK, do&#160; ex-senador Luiz Estevão,&#160; que desviou dinheiro da construção&#160; do Tribunal regional do Trabalho de São Paulo. “Este foi o maior valor já recuperado em&#160; casos de corrupção”, comemora&#160; Mendonça. Mas ainda é um&#160; número pequeno perto do total&#160; desviado. “Há uma discussão&#160; de valores, os cálculos do TCU&#160; apontam para mais de R$ 900 milhões, já o Grupo OK fala em R$ 500 milhões”, conta. Discussões&#160; à parte, a AGU já obteve a&#160; penhora de 10 imóveis locados&#160; à União e ao Governo do Distrito&#160; Federal, provando que esses&#160; bens estavam em nome de laranjas do Grupo OK, pertencentes&#160; ai ex-senador Luiz Estevão. Os aluguéis no valor de R$ 2,6 milhões&#160; por mês também foram penhorados.</p>
<p>Este trabalho, afirma Mendonça,&#160; só foi possível por conta da criação do Grupo Permanente&#160; de Atuação Proativa da AGU,&#160; criado em 2009, que tem 110 advogados&#160; em todo o país . “Já estudamos&#160; para o próximo ano fazer&#160; um redimensionamento da&#160; equipe para fazer frente aos novos&#160; casos e acompanhar os casos que estão em andamento”,&#160; afirma Mendonça<b>. </b></p>
<p><b></b></p>
<p><b></b></p>
<p><b><a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image002111.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="clip_image002[11]" border="0" alt="clip_image002[11]" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image00211_thumb.jpg" width="405" height="421" /></a></b></p>
<p><b></b></p>
<h3><b>Morosidade é problema no mundo todo</b></h3>
<p>Jacques Chirac, ex-presidente francês foi declarado culpado&#160; ontem por desvio de recursos</p>
<p>É comum ouvir a máxima que político não é preso no Brasil. O próprio&#160; ministro Jorge Hage, da Controladoria-&#160; Geral da União (CGU), que atua na fiscalização do governo&#160; federal, afirmou recentemente que, no país, não é possível colocar criminoso de colarinho branco na cadeia, o que alimenta&#160; a noção de baixo risco da corrupção.&#160; Mas isto não é uma particularidade&#160; do Brasil. O ex-presidente&#160; francês Jacques Chirac foi declarado culpado ontem por desvio de fundos públicos, em um julgamento&#160; histórico. Foi a primeira vez que o país condena um chefe&#160; de Estado desde 1945, quando o marechal Philippe Pétain, foi condenado&#160; como traidor por colaborar com o regime nazista.</p>
<p>Chirac foi julgado após ser acusado de desviar fundos públicos&#160; para empregos fantasmas de correligionários&#160; quando era prefeito&#160; de Paris, entre 1977 e 1995. Na época, ele fundou um novo parti- do de centro-direita, o partido gaulista, que lançou sua vitoriosa campanha presidencial, que o&#160; deixou imune a processos.O político de 79 anos, que sofre de problemas&#160; neurológicos, não estava&#160; presente na corte ao ser declarado culpado por operar um sistema que desviou cerca de ¤ 1,4milhão da Prefeitura de Paris para&#160; fins políticos quando ele era prefeito.&#160; Ele foi sentenciado a dois&#160; anos de prisão, com direito suspensão&#160; da pena.Um dos motivos&#160; do atraso do julgamento é que no período em que Chirac governou a França, entre 1995 e 2007 ele estava&#160; imune a processos.</p>
<p>A impressão de que este cenário poderia ser apenas o do Brasil&#160; é comum, mas segundo <b>Mauricio&#160; Silva Leite, especialista em crimes&#160; econômicos da Leite Tosto e Barros</b>, no país muitas condenações&#160; deixam de ser feitos por problemas na origem dos processos. “Temos que aperfeiçoar tanto a&#160; polícia quanto o Ministério Público,&#160; pois muitos processos acabam&#160; em habeas corpus ou mesmo em&#160; absolvição por nulidade de provas”, diz Leite, dando como exemplo os casos de interceptação telefônica, que acabam prejudicando&#160; as investigações por ilegalidade&#160; das provas.</p>
<p><b>Percepção do público</b></p>
<p>Em um ano marcado por protestos contra a corrupção em várias&#160;&#160; partes do país, engana-se quem pensa que a população não está de olho nos assuntos relativos ao&#160; judiciários. Segundo o Índice de&#160; Confiança na Justiça Brasileira&#160; (ICJBrasil), da FGV Direito Rio, do terceiro trimestre, a principal&#160; causa da impunidade segundo os&#160; entrevistados são: leis e penas&#160; muito leves (39%), corrupção na&#160; polícia (36%), morosidade da Justiça (11%), o fato de os juízes&#160; absolverem muito (8%), e por último,&#160; ineficiência da polícia, com&#160; (6%). “A população acompanha o que sai na mídia e mantém um&#160; discurso de que a Justiça é leniente&#160; no tempo e na punição, que é&#160; vista como insuficiente”, afirma Luci de Oliveira, professora da FGV Direito Rio. ■ <b>R.O com Reuters</b></p>
<p><a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image00221.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="clip_image002[2]" border="0" alt="clip_image002[2]" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image0022_thumb.jpg" width="295" height="467" /></a></p>
<p><a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image0045.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="clip_image004" border="0" alt="clip_image004" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image004_thumb5.jpg" width="297" height="428" /></a></p>
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		<title>Aperto de cr&#233;dito faz recupera&#231;&#227;o judicial aumentar</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 17:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>

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		<description><![CDATA[Advogados e consultorias registram crescimento médio de30% nas consultas de empresas com problemas de caixa
Luciano Feltrin e
Claudia Bredarioli
redacao@brasileconomico.com.br
A piora da crise internacional e seus reflexos no desaquecimento econômico brasileiro começam a atingir em cheio a capacidade&#160; de refinanciamento das empresas. Consequência natural da maior pressão sobre o caixa,&#160; essa dificuldade tem levado muitas delas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Advogados e consultorias registram crescimento médio de30% nas consultas de empresas com problemas de caixa</p>
<p><b>Luciano Feltrin e</b></p>
<p><b>Claudia Bredarioli</b></p>
<p><a href="mailto:redacao@brasileconomico.com.br">redacao@brasileconomico.com.br</a></p>
<p>A piora da crise internacional e seus reflexos no desaquecimento econômico brasileiro começam a atingir em cheio a capacidade&#160; de refinanciamento das empresas. Consequência natural da maior pressão sobre o caixa,&#160; essa dificuldade tem levado muitas delas a buscar a recuperação judicial como caminho.</p>
<p>Não há ainda números oficiais que confirmem esta tendência,&#160; mas a Serasa Experian já começou a captar esse movimento&#160; no indicador de novembro, que registrou alta em relação a outubro. De um mês para&#160; o outro, a quantidade de pedidos requeridos subiu de 27 para&#160; 45, enquanto as recuperações deferidas foram de 27 para 38. “A recuperação judicial cresce em razão das medidas&#160; macroprudenciais adotadas pelo&#160; governo, que dificultaram o acesso ao crédito. Esse movimento&#160; deve se manter ao menos&#160; até janeiro, ou até que o aperto ao crédito comece a se reverter ”, diz Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa Experian.</p>
<p>Um dos principais motivos&#160; desta corrida em busca da recuperação judicial, que ganhou velocidade&#160; no último trimestre, é&#160; o maior rigor dos bancos em renovar empréstimos para empresas em dificuldade financeira,&#160; diz Fernando De Luizi, sócio do escritório que leva seu sobrenome,&#160; especializado em recuperações, que acompanha, por exemplo, o recente pedido de recuperação judicial do Grupo Dallas,&#160; controlador das marcas Avis e Budget no Brasil, que atuam na área de locação de veículos (<i>leia </i><i>reportagem ao lado</i>).</p>
<p>“Os bancos estão muito seletivos, fechando a torneira do crédito. O cenário está muito semelhante ao de 2008, após a quebra do Lehman”, diz o advogado. Atualmente, a banca encabeça 20 processos de recuperação, o dobro do volume registrado&#160; durante todo o ano passado. Outras cinco empresas&#160; que o escritório atende estudam adotar o mesmo caminho já no início do ano. </p>
<p>O que mais preocupa os advogados é que a busca pela recuperação&#160; judicial não reflete problemas pontuais de um ou outro setor. “Chama a atenção o fato de que o segmento de serviços está entre os que mais consultam a&#160; possibilidade de entrar em recuperação”, afirma Sérgio Emerenciano, responsável pela área no Emerenciano, Baggio e Associados.</p>
<p>Segundo ele, há de tudo: postos de gasolina, faculdades, fabricantes de brinquedos, cosméticos e até mesmo empresas que atuam com serviços se Recursos Humanos. Almeida, da Serasa, destaca também que muitas&#160; indústrias — especialmente as de médio porte—têm sido prejudicadas pela atual conjuntura.</p>
<p>À frente do processo da Arantes, o Emerenciano Baggio viu o número de recuperações judiciais&#160; saltar de 11 no ano passado para 17 antes mesmo que 2011</p>
<p>chegue ao fim. “E há uma fila de pelos menos outros três casos no momento”</p>
<p><b>Charles Isidoro Gruenberg</b>, especialista no assunto e sócio do escritório <b>Leite, Tosto e Barros&#160; Advogados</b>, também confirma a tendência. “Acabei de receber um novo pedido. Tivemos aumento de cerca de 20% nessa área e espero um crescimento ainda maior para 2012”, diz. </p>
<p><b>Renegociações</b></p>
<p>Outro fator que tem levado ao aumento da procura por recuperação&#160; judicial tem nome e sobrenome. Trata-se dos derivativos tóxicos, como ficaram conhecidos</p>
<p>os perversos instrumentos financeiros que levaram empresas como&#160; Sadia à bancarrota em 2008.</p>
<p>“A liquidação de muitos acordos&#160; de renegociação com credores&#160; está vencendo agora e vai mostrar que os acertos não foram&#160; bons para as empresas”,&#160; acredita Thomaz Felsberg, cujo escritório registra alta de 30% no volume de sondagens sobre recuperação neste ano. A banca&#160; acompanha ainda três casos em&#160; andamento de multinacionais&#160; que enfrentam recuperação no&#160; exterior e querem saber se devem adotar o mesmo processo&#160; em sua subsidiária no Brasil. </p>
<p>Renegociações com bancos também são o principal motivo para justificar a maior procura por recuperações pelo Demarest&#160; &amp; Almeida, um dos principais do país, cujo volume de pedidos subiu 30% nos últimos seis meses.</p>
<p>“Acreditamos que 2012 será um ano novamente repleto de renegociações de dívidas e novos&#160; pedidos de recuperação”,&#160; afirma Celso Xavier, sócio da área de contencioso.</p>
<p><a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image00214.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="clip_image002" border="0" alt="clip_image002" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image002_thumb12.jpg" width="244" height="232" /></a></p>
<h3><b>Empréstimos atrelados a IPO batem à porta das empresas</b></h3>
<p>Companhias que pretendiam chegar à bolsa de valores para pagar bancos de investimentos&#160; viram o mercado de capitais&#160; fechar e buscam recuperação </p>
<p>A exemplo de diversos escritórios de advocacia, grandes&#160; consultorias que recebem demandas de empresas em dificuldades&#160; também notam aumento expressivo do interesse em partir para a recuperação judicial.</p>
<p>“Já temos cinco processos em andamento e estou com 14 propostas na mesa que têm a recuperação judicial como&#160; possível caminho em breve”, diz Salvatore Milanese, sócio da área de reestruturação da KPMG.</p>
<p>Segundo o executivo, o volume é muito maior que o normal, em torno de seis casos. Milanese&#160; estima que para cerca de 70% destas companhias a recuperação é inevitável. </p>
<p>“Elas chegam em estado de deterioração avançado, com caixa sufocado e cobranças que se transformam em pedidos de falência&#160; e fim da relação com fornecedores”, afirma.</p>
<p>A Alvarez &amp; Marsal é outra que confirma o aumento da tendência. Somente nas últimas&#160; três semanas as consultastriplicaram. “Só hoje (ontem) estive reunido com três empresas que pretendem aderir à recuperação judicial”, conta Marcelo Gomes, sócio da consultoria.</p>
<p>Parte dos casos inclui operações&#160; de financiamento “casado”. Nessas transações, empresas&#160; que contraíram dívidas&#160; com bancos se comprometeram a pagar após possíveis — e bem-sucedidas — ofertas de ações na bolsa. “O problema é que o mercado se fechou, os IPOs não aconteceram e as instituições&#160; estão agora cobrando a fatura”. </p>
<p>Outra opção para essas companhias seria a venda para estrangeiros&#160; que querem desembarcar no país ou fundos de private&#160; equity. “Alguns destes negócios&#160; estão em andamento,&#160; mas por valores bem mais modestos”. Nos tempos de fartura de dinheiro internacional, empresas&#160; abriam o capital a múltiplos equivalentes a até dez vezes&#160; a geração de caixa. ■ <b>L.F.</b></p>
<p><a href="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image0041.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="clip_image004" border="0" alt="clip_image004" src="http://www.original123.com.br/assessoria/wp-content/uploads/2011/12/clip_image004_thumb1.jpg" width="182" height="244" /></a></p>
<h3><b>Tendência deve ser mantida no próximo ano</b></h3>
<p>Renegociação de dívidas dos derivativos vai colocar frente a frente bancos e empresas </p>
<p>A procura das empresas brasileiras pelo caminho da renegociação&#160; judicial começou a ganhar fôlego em 2008, com o início da&#160; crise global, passando por um&#160; arrefecimento ao longo do finalde 2010 e o primeiro semestre de 2011. Volta agora a apontar uma nova tendência de alta com grande perspectiva de se manter ao longo de 2012. </p>
<p>“Parte do volume que será renegociado no pagamento de derivativos&#160; vai gerar mais pressão&#160; dos bancos e brigas. A confirmação&#160; das dívidas obrigará algumas&#160; empresas a buscar recuperações”,afirma Fábio Rosas, sócio do Tozzini Freire. A banca, que advoga em recuperações judiciais&#160; geralmente pelo lado dos&#160; bancos credores , notou, por enquanto,&#160; mais renegociações de dívidas do que pedidos de recuperação&#160; em 2011 mas prevê piora no cenário no próximo ano.</p>
<p>“Há uma combinação de fatores que incentivam o aumento&#160; da recuperação judicial e eles sempre são reflexo de uma deterioração progressiva”, diz Domingos&#160; Fernando Refinetti, sócio&#160; do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, que concorda com a percepção do Tozzini Freire de que há&#160; grande aumento dos pedidos de&#160; renegociação de dívida. “Temos&#160; atuado fortemente na repactuação extrajudicial entre&#160; credores. Em geral, a tendência&#160; é para a renegociação”.</p>
<p>Quando isso não é possível, busca-se a saída da recuperação&#160; judicial. De acordo com o advogado Renato de Luizi Júnior,&#160; que está assessorando o Grupo&#160; Dallas, a empresa tem um suporte muito grande de patrimônio,&#160; que paga grande parte das dívidas e permitirá a ela se reerguer.&#160; A companhia, presidida&#160; por Afonso Celso de Barros Santos,&#160; acumula dívidas em torno&#160; de R$ 380 milhões, afetada pela redução dos impostos sobre veículos, o que reduziu o patrimônio líquido. </p>
<p>A intenção é que as empresas recuperem também sua posição&#160; de mercado após um processo como este. “A imagem que a antiga&#160; concordata tinha no mercado&#160; era muito ruim. A lei da recuperação&#160; (de 2005) ajudou muito, porque visa que a empresa se reerga. Hoje, temos reação boa dos fornecedores”, diz Daniel&#160; Ibri, diretor de estratégia e&#160; novos negócios da Neotêxtil, que passa por um processo de recuperação judicial.</p>
<p>A companhia, fornecedora da Nike desde 2007, viu sua dívida&#160; dobrar em 2009, enquanto tinha&#160; planos de expandir a produção&#160; com a construção de nova fábrica. “Chegamos a contratar&#160; a construtora, mas o projeto foi adiado. Nossa dívida somava R$ 65 milhões, mais que o faturamento&#160; anual, de R$ 50 milhões”. </p>
<p>Ontem, foi a vez da fábrica de tecidos Carlos Renaux entrar&#160; com pedido de recuperação judicial. O pedido foi publicado pela&#160; Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p>
<p>“Os bancos são o maior obstáculo para opinar favoravelmente&#160; à concessão do processo de recuperação&#160; judicial, principalmente quando o prazo é muito&#160; longo. Porque eles acham que já&#160;&#160; outros meios de receber os recursos”, diz&#160; <strong>Manoel Alonso, presidente da Comissão de Direito&#160; Falimentar e Recuperacional do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo</strong>). <strong>■</strong> Com Denise Carvalho</p>
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